quinta-feira, 14 de junho de 2007

Estamos no melhor momento para a discussão desses temas, da diversidade e da exclusão.

Devemos fazer uma comparação entre o padrão de vida do mestre Felipe (músico, cantor) com os músicos populares, eruditos. Nenhum deles vive na mesma situação que ele, com tanta dificuldade, com tanta exceção. Essa radiografia é importante. Devemos fazer isso no Brasil inteiro, mapear todos os mestres do Brasil. Só podemos criar um pensamento, uma política a partir daí. Temos grande expressão das culturas tradicionais e seus atores morrem de fome, em comparação com os artistas eruditos.

Deve haver um compromisso de se repassar a informação do MinC.

Pra se desfazer o mito da cultura nacional, é preciso reconhecer que ela não existe. Há uma dimensão internacional da cultura brasileira, como a nação guarani - eles estão em vários países. O espaço do Estado é menor do que o espaço da cultura.

Acho que é possível dialogar com os mestres, mesmo nesse espaço. Basta adequar o discurso, mas é possível fazer a tradução. E na verdade temos que disseminar sim esses estudos na academia porque existem poucos professores especializados.

Sobre a tutela dos mestres, isso também tem a ver com a informação, com a decodificação das informações. Isso se articula com a luta contra a espetacularização.

E estamos afirmando a ausência de mestres. Pelo menos é um reconhecimento da ausência. Isso está sendo anunciado.

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